Cruzeiro termina Brasileiro com melhor média da defesa e pior ataque

O Cruzeiro encerrou a temporada com um empate sem gols diante do Bahia, fora de casa, em duelo válido pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mais um jogo sem ser vazado fez com que a Raposa terminasse a competição com a melhor média da defesa em sua história nos pontos corridos. Entretanto, ao ficar sem balançar as redes por mais um compromisso fez com que o ataque acabasse como o pior desde 2003, quando o atual sistema foi instaurado no nacional.

Foram 34 gols anotados e outros 34 sofridos, com a oitava colocação na tabela de classificação com 53 pontos. A defesa superou a edição de 2015, quando o Cruzeiro havia levado 35 tentos. Já o ataque teve média de 0,89 gol por partida. Pela primeira vez a média ficou abaixo de uma bola na rede por jogo. Até então, os piores números do setor ofensivo também eram de 2015, quando a equipe fez 44 gols em 38 compromissos: 1,15 gol por duelo.

– Nós rodamos muito no Brasileiro. Se analisar, a gente jogou um campeonato paralelo, foi tudo simultâneo e tem que estar rodando. É difícil, não fiz levantamento ainda, mas jogamos o Brasileiro com muitos jogos com time alternativo, que não eram titulares na Copa do Brasil e Libertadores. Quando você joga sem sequência, você sofre. Isso temos que melhorar (gols marcados), vamos trabalhar para isso, nessa pré-temporada vamos estar com foco maior, que é colocar a bola na casinha – argumentou o auxiliar técnico Sidnei Lobo.

O atacante com mais bolas na rede na temporada foi Raniel, com nove. Fred ficou sete meses longe dos gramados por conta de grave lesão no joelho direito. Sassá teve problemas físicos e chegou a ficar dois meses ausente. Barcos foi contratado apenas no meio do ano. Os meias Thiago Neves e Arrascaeta foram os que terminaram como artilheiros da equipe em 2018, com 15 tentos cada um.

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