D’Alessandro critica jornalistas do RS e avalia ano do Inter como “muito bom”

Em uma sincera entrevista ao programa Seleção SporTV nesta terça-feira, o meia colorado D’Alessandro avaliou o ano do Inter e não deixou de pontuar suas críticas ao jornalismo exercido no Rio Grande do Sul.

Já com 10 anos de Beira-Rio, e mais um a cumprir por contrato, ele lamentou o fato de que “quando se perde, criam coisas”:

“Jornalismo é difícil. E aqui no Sul é complicado. Só com dois times, é complicado. Quando você tem resultado positivo, você não passa por nada disso. Mas quando perde começam a criar notícias, aqui no Sul acontece. Falam de vestiário, de crise. O maior exemplo é que o Inter caiu quando eu não tava. O pior resultado do clube foi quando o D’Alessandro não estava. Resultados negativos a gente passa, não tem como não ser assim. Quando perde, sempre se procura alguém. Tem o exemplo do Palmeiras, também se falou do vestiário que estava mal. Trocaram o treinador. Mas eles têm um cara que é o Felipe Melo que eu gosto muito, um cara que veste a camisa, que joga, dá o melhor. E tá aí, foram campeões brasileiros.”

D’Ale também avaliou o seu ano específico e fez elogios ao trabalho do técnico Odair Hellmann:

“Sempre trabalhei para ser titular. Treino como jogo, nunca me atrasei. Não falto treino. Isso vai marcando o caminho para outros. Vai dando exemplo para os jovens. O Odair eu já conhecia há muito tempo e nós já tínhamos uma relação muito boa. O grupo abraçou e acreditou nele. Nosso ano não começou tão bem, com Gauchão, Copa do Brasil e mesmo assim a diretoria bancou o Odair. Mesmo lá atrás estávamos todos fechados com o técnico. O trabalho vinha sendo bem feito e era preciso dar tempo para essa ideia de trabalho.”

Por fim, o meia avaliou o 2018 colorado como “muito bom”.

“Avaliação nossa é que foi uma campanha muito boa. Passamos por diversas situações no ano, mas não poderíamos fugir de, vindo da Série B, e ter cautela no que iríamos falar ao torcedor. Não poderíamos dizer ao torcedor que seríamos campeões se estávamos vindo da Série B. A partir daí, o trabalho foi se desenvolvendo e o torcedor começou a acreditar. Quando o resultado vem, a confiança cresce. Quando eu saí por lesão, o time encaixou. Nem eu, nem o Messi entrávamos no time. O Messi, talvez (risos). Somos otimistas, estamos num clube muito grande e com uma estrutura sensacional”.

 

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