Flamengo poderá ser auditado por Big Four e especialista diz: ‘será exceção da exceção’

O Big Four é um certificado de credibilidade de uma empresa diante do mercado, e traz uma chancela de uma das quatro maiores consultorias do mundo.

Um processo de Due Dilligence – análise financeira, contábil, legal e de riscos e seguros – mostrou que o Flamengo está apto a receber auditoria de uma das quatro maiores empresas (Big Four) contábeis e de consultoria do mundo. A notícia foi dada pelo próprio clube rubro-negro através do seu site oficial. Confira a nota:

“Após seis anos de transformação de processos, gestão e governança, o Flamengo chegou a um novo patamar: recente processo de “Due Dilligence” que vem sendo realizado por uma empresa independente indicou que o clube estaria apto a ser auditado por uma Big Four. Este termo se refere às quatro maiores empresas contábeis de auditoria e consultoria no mundo – EY, PwC, Deloitte e KPMG. O avanço é fruto das ações implementadas desde 2013, com a melhoria dos processos, sistemas e transparência colocando o Rubro-Negro no caminho para obter este respaldo. Em 2018, a implantação do sistema SAP foi a “cereja do bolo” para atingir tal condição.

Ser auditado por uma Big Four atesta que o clube é transparente, criterioso e consistente na gestão dos recursos que dispõe e administra, já que há a garantia de que existem processos definidos que podem ser testados e comprovados e que protegem o Flamengo de possíveis desvios. Este “selo de garantia” reflete na credibilidade junto aos patrocinadores, que confiam na destinação e retorno dos investimentos realizados no clube; confiança junto aos bancos, para a obtenção de crédito; e junto aos próprios colaboradores do clube, que sabem que trabalham em um ambiente organizado, ético e profissional.

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As Big Four têm critérios bastante rígidos para aceitar empresas que passarão por sua auditoria. O Flamengo hoje é apto devido aos seguintes fatores, aliados à competência dos profissionais rubro-negros:

•    Processo de identificação dos passivos e ativos do Clube, que começou em 2013, com um levantamento sobre o que o Flamengo devia e o que tinha de direito;
•    Plano claro de passos a serem traçados: criação de um orçamento, criação de políticas e processos seguidos à risca;
•    Controles que diminuem o espaço para fraudes, ou seja, ter consistência em processos  e transparência nas informações. Hoje o clube publica seu orçamento, tem suas Demonstrações Financeiras auditadas e publicadas e todos podem ter acesso através dos jornais de grande circulação e do próprio site do Clube;
•    GRC – Governança, Riscos e Compliance: grupo de regulamentos e normas em que se estabelecem os procedimentos de uma empresa, desenvolvido pelo Flamengo em 2017 e implantado ao longo de 2018;
•    Implantação do ERP da SAP, S/4HANA.
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Em 2018, o Flamengo ainda não será auditado por uma das Big Four, já que o processo de auditoria de 2018 já estava em curso e vem sendo construído periodicamente desde o início do ano pela Mazars, uma das empresas de grande destaque no segmento de auditoria, com profundo conhecimento no setor, contribuindo de forma significativa para a melhoria dos processos do clube desde 2013.

O relatório resultante da “Due Diligence”, que está em fase de conclusão e será de propriedade do Flamengo, servirá não apenas como uma credencial a ser apresentada a empresas e instituições parceiras, mas também para habilitar o Flamengo a fazer um convite à cotação para a contratação de uma Big Four já em 2019, se assim desejar.

O jornalista Rodrigo Capelo, especializado em economia do esporte, exaltou a possibilidade em sua conta do Twitter: “Ser auditado por uma Big Four é um atestado de credibilidade da gestão do Flamengo. Isso pode facilitar na obtenção de patrocínios. Pela confiança de empresas no clube, pode facilitar na tomada de empréstimos, porque bancos acreditam no balanço. Enfim, será a exceção da exceção”.

Para Alexandre Rangel, sócio da Ernst&Young, o fato do Flamengo entrar para uma Big Four deveria servir de exemplo para os demais clubes brasileiros: “Espero que sirva de inspiração e motivação aos gestores administrativo/financeiros de todos os clubes. Sim, é possível. E que sirva de mensagem aos grandes patrocinadores multinacionais, fundos e bancos globais de investimento que o futebol brasileiro está prestes a mudar de patamar”.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

 

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Foto: Divulgação 

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